RESENHA: O DIÁRIO DE ANNE FRANK


Título original:O Diário de Anne Frank
Paginas: 373
Autor: Anne Frank
Editora: BestBolso.

"12 de junho de 1942 - 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschwitz e mais 
tarde para Bergen-Belsen."




O livro o diário de Anne Frank é um dos melhores registros pessoais sobre a segunda guerra mundial, já que ultrapassa limites de câmeras e livros didáticos, que se resumem em fatos, mas Anne mistura seus sentimentos, o que o deixa mais sensível a quem vai ler.

Tendo já várias versões, a definitiva é publicada por seu pai – Otto Frank – e por Mirjam Pressler, Anne descreve o esconderijo como um lugar onde se passa as ferias, que logo vai terminar – que infelizmente não é verdade –, o esconderijo é no sótão da fabrica de temperos onde seu pai trabalhava, porém da noite pro dia tem de se mudar por culpa da caça cruel aos judeus.Lá vivia somente com sua família: pai, sua mãe, Edith e sua irmã, Margot. Após algum tempo, com a necessidade de ser esconder, a família Van Daan se une a eles; ela é composta por:  Peter Van Daan que é filho de Petronella e Hans Van Daan. Os nomes usados no livro são pseudônimos dados por Anne, mas logo no inicio do livro, os reais são descritos.

Anne é muitas vezes injustiçada, sofre interiormente, se sente solitária e infeliz, não tem um relacionamento afetivo com a mãe e não a ama, o pai, aos poucos, devido aos problemas começa e se afastar dela, a irmã é sempre vista como exemplo, mas Anne é a criança barulhenta, mal educada e má. Mas, mal sabem os que vivem ao seu redor que o motivo de ela agir assim é para não deixar que sua infelicidade apareça.

Já é ruim o suficiente quando se está rodeada de pessoas e se sentir só, não se ter um apoio nem mesmo de sua mãe, ter de dividir um quarto com um dentista chamado Dussel que não faz nada além de dar sermões e ser egoísta no horário de dividir as refeições, e estar em guerra. Anne precisa de um apoio, e a ultima pessoa que se pensa que ela irá ser apoiada é Peter, filho dos Van Daan.

A amizade que eles desenvolvem é apaixonante, a maneira que um apóia o outro, como conseguem falar de assuntos delicados abertamente sem constrangimento, logo passara a ser muito mais que uma simples amizade, um amor puro e necessário para ambos começa, e os relatos que Anne faz são lindos, mostrando seu amor adolescente, e a partir daí, Peter que mal era citado em seu diário, passa a ter bastante destaque.

Pensa-se que o Diário de Anne Frank é um livro fácil, mas se engana, ele é totalmente envolvente, acompanhamos o amadurecimento de Anne, não só o físico, principalmente o psicológico, ela chega a ser tão independente em suas ações e demonstrar tanta inteligente em suas citações que deixa de ser uma simples criança de 14 anos. Preparo psíquico é essencial, cardíaco também, já que a cada roubo, e barulho que os deixam nervosos faz qualquer um ficar com seu coração acelerado, pensa-se: É agora! Relaxando depois ao saber que não foi.

Logo no inicio do livro está a data da morte de Anne, mas ao decorrer da leitura, ela se torna tão viva em nossas mentes, não sentimos que estamos violando sua privacidade ao ler seu diário, dá a impressão que somos a única pessoa para que ela conta os segredos.

Pelo menos, seu desejo de não ser só mais um no mundo, que sua voz fosse ouvida, foi concretizado, mesmo que póstumo, já que Anne Frank virou não só um exemplo, mas sim uma grande mulher antes mesmo da idade, que viveu intensamente enquanto pode, e que nos ensinou que mesmo diante de tantas dificuldades, é possível achar a felicidade.


“Enquanto puderes erguer os olhos para o céu, sem medo, saberás que tens o coração puro, e isto significa felicidade.”

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